Torre de ilusão
Entre o real e o ideal
Existe um imenso abismo.
Na idealização
Do objeto amado
Os olhos cegam.
E a sensatez desaparece
Encoberta pela imagem
Refletida no espelho
Que não atenta a qualquer conselho.
A alma insiste em revelar
O sinal óbvio da ilusão.
Que como aviso
Surge a todo instante.
Mas, não damos atenção.
Um gesto aqui
Uma atitude ali
Poeira embaixo do tapete
Cortinas de fumaça...
Preferimos ignorar
Dizendo que "isso vai passar"
"Que tudo vai mudar..."
A essência permanece
Camuflada em doces palavras
Estrategicamente planejadas
Para conquistar.
Mas não se iluda
Não muda.
Entre o real e o ideal
Existe um imenso abismo
Uma torre em ruínas
Onde habita o ego
E o egoísmo
Predomina.
Até que um dia
A torre da ilusão
Finalmente ...desmorone...
E em ruínas
Venha ao chão.
Ceiça Esch
Nov 25