Do que eu sei...
Permaneço imóvel
No escuro do silêncio
Que te move
E te paralisa
Rumo ao desconhecido.
Não há perigo
Nesta rota
Estrada tranquila.
O brilho do "quase tudo"
Que nasceu há séculos
Antes de nós
Permanece em
Gestos delicados
E te alcança
A quilômetros daqui
Quieto , solitário...
Sem interferir.
O perfume
Que transborda de mim
Tem o nome
Da minha alma
Que não espera nada
Não pede nada
Apenas se doa
Em cuidados
E gestos carinhosos.
Não tenha a ilusão
De que o teu silêncio
Me confunda
Pois ele me chama
No escuro
Quando tu
Te imaginas seguro.
Ao Universo
Cabe a entrega
Do nada que é
"Quase tudo"
E do tudo que foge do nada
Apenas de si mesmo.
Ceiça Esch
Dez 25