Redescoberta de mim
Gosto como o silêncio
Da minha arte me toca
O pincel cheio de vida
Traça a graça
Enquanto as cores desfilam
Gosto do som da tela em branco
Quando em instante
Vibra confiante e me aguarda
Seja lá como for
Tudo começa errado
Penso em desistir
Os traçados rebocados
Deslocados, desfocados...
E o incrível
É que o silêncio da tela em branco
Gira dentro de mim
Desafia-me...
Me redescubro
Onde há tempos me perdi
Molha o rosto
A minha esperança
De voltar ao começo de mim
Recomeçar...
Me transporto então
Entre o branco
E a vida que se esboça
Não sou mais metade
Nunca fui vazio
Eu era pausa
Entre as telas e as poesias
E todas as minhas fantasias
Esqueço as esperas vazias
E volto ao recomeço de mim.
Plena.
Ceiça Esch
Março 26
BN
"Suave Delírio"
Ed 2026