Pela fresta da janela...
Pela fresta da poesia ...
Debruçada na janela
Vejo pessoas confusas
Em uma insegurança infinita
Brincando com os sentimentos
De quem se entrega sem medo
Pela fresta da janela...
Do conturbado cotidiano
Vejo a imaturidade
De quem sofre
Pela manipulação
Da própria mente ...
Provavelmente adoecida
Pelos pensamentos insistentes
Oscilações constantes
Vivendo em um conflito inexistente
Haja vista, cronologicamente
Deveria estar em outro estágio
Maturidade...
Vivendo a completude de Ser
Pela fresta da janela. ..
Do saber intrínseco
De quem se vê integralmente
Mas prefere não se mover
E imaginar que o Universo
Irá lhe trazer...
Pela fresta da janela...
Da minh'alma
Vejo alguém que sofre calado
Noites insones
Coração abalado
Em um amor que consome
Um amor vestido de dúvida
Pela fresta da janela...
Da existência vazia
Fadado a atravessar o tempo
Está este sentimento
Escondido atrás do portal da poesia
Vivendo a ilusão
De quem se alimenta de fantasia
Descobre , talvez ...
Um dia...
Que coração não é brinquedo
E o amor não é utopia
Tarde demais...
Ceiça Esch
Junho26
Ceiça Esch
Enviado por Ceiça Esch em 23/06/2026
Alterado em 24/06/2026
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