"O Olho que tudo vê "
Às vezes me pergunto
O porquê de tanta raiva
O porquê de tanto peso
Nas suas palavras
Acaso não seria
O ódio o antônimo do amor ?
E ambos andam juntos
E meçam forças quando o assunto
É o sentimento?
As palavras
Assumem o tom
Oculto nas entrelinhas de um poema
E lá vai ladeira abaixo, a poesia.
Vestindo uma roupa incômoda
Que espeta e causa alergia.
As palavras devem construir
E não derrubar ou poluir
Justificando as nossas limitações
Das invioláveis prisões
Cujas grades nos impedem de fugir
Fácil é tirar de si a culpa
Ou a responsabilidade
Do que aprisiona a alma
Que quer evoluir
Que seja assim
Mas não deposite no outro
As frustrações que são suas
Que o "olho que tudo vê"
Não compreenderá ...
E nem intercederá por você...
Ceiça Esch
Junho26
Ceiça Esch
Enviado por Ceiça Esch em 28/06/2026
Alterado em 28/06/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.