Fora do corpo...
Ainda sinto a minh'alma
Fora do corpo
Passeando por aí
Tentando pousar em algum lugar
Meu pensamento reflexivo
Fica tentando encontrar
Neste mar revolto
Em que mergulho destemida
Um lugar calmo para descansar
Dúvidas, desafetos
Falta de perspectiva
Em que minha 'alma vivia
Passam nadando alheios
Às minhas tentativas
De superar...
Tubarões famintos da tristeza alheia
Passam... ameaçam...sem parar...
Eu sei...vai passar
Disseram...
Será?
O tempo de espera
A estagnação consciente
Fez brotar a semente
Do "deixa -estar"
O pior
Deste mergulho
Neste oceano profundo
Sem cordas para se segurar
É saber que nada ficou
Nada restou
Do nada que
Minha'alma pensou
Ser tudo...
Continuo nadando...
Não deixo a correnteza me afundar
Quem sabe
Um dia...passe um barquinho
E consiga me salvar
E a minh'alma
Lindamente...
Para o meu corpo possa voltar...
E este Mar ora revolto
Conheça, finalmente...
A calmaria...
Ceiça Esch
Julho26
Borboletas no Jardim2
Reg.BN
Óleo sobre tela
Ceiça Esch