O pêndulo...
Na madrugada silenciosa
Acordada, eu conto as horas
Olho para o pêndulo ...
Os ponteiros do relógio
Parecem não se mover...
E uma dor começa a crescer
E não é qualquer dor
E uma dor triste
Calada...
Desesperança...
A chama ...
Que antes ardia forte
Está aos poucos tênue
Como todo fim parecer ser
Quando penso...
E a dor aumenta...
É uma dor tão sufocante
Inerte....
Desgastante...
Que explicar seria inútil
Só entende quem sente
O pêndulo me hipnotiza
Novamente...
Talvez anestesie...
Não há Lua nem Estrelas
Que me distraiam desta dor...
E aos poucos...
Molhado...
O sono vem chegando...
Quase que forçado ...
Abro a janela...
Fecho os olhos...
Respiro fundo...
Quem sabe os ponteiros se movam
E nesse vai e vem
Sem perceber...
As horas passem
E eu finalmente durma
E sonhe com você...
Ceiça Esch
Agosto26
Borboletas no Jardim2
BN
Ceiça Esch
Enviado por Ceiça Esch em 04/08/2026
Alterado em 05/08/2026
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