A coragem de sentir...
Poderia ser uma história comum.
Dessas que acontecem todos os dias.
Mas não é...
É uma história que ninguém sabe como começou. E que vive suspensa no tempo e em espaços distantes.
É uma história "sem pé nem cabeça".
Uma brincadeira sem graça que causa dor e sofrimento.
Esta história vira às costas para uma verdade tão transparente, mas que faz questão de não ver e tem a frieza de uma pedra de gelo .
Como se rejeita os presentes do Criador e ignora o amor?
E ainda dá-se ao luxo de não concordar com o sábio filósofo grego, quando reconhece a ignorância humana e a sua incensatez , no célebre "eu só sei que nada sei".
Usa-se o silêncio como manipulação em um jogo cruel, onde a indiferença é campeã.
Eu prefiro que me odeie .
Pelo menos há sentimento.
Sinto há quilômetros daqui, o frio do iceberg em que se tornou.
Congelou...
Eu via brilho, eu via ouro, de longe tudo reluzia...
Vi tanto valor...
Quando me aproximei
E vi ...
Que o brilho
Não era luz..
Ouro dos tolos ..
Pois, tudo temia...
O medo se instalou
E o curioso
É que tentou mostrar
E ensinar ...
O que nunca aprendeu
A coragem de sentir ...
"Sem pé e sem cabeça"
Ficou essa história
Em um livro inacabado
Guardado em um armário
Em algum lugar... Fechado.
Em um tempo
E um espaço distantes...
Um sentimento jaz
Empoeirado ...
Ceiça Esch
Agosto 26
BN
Ceiça Esch
Enviado por Ceiça Esch em 22/08/2026
Alterado em 22/08/2026
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