Uma tarde na livraria...
A livraria estava vazia
Nas estantes
Descansavam...
Drummond, Neruda, Cecilia...
Sentei-me...
E respirei
O ar poético ...
Mergulhada na fantasia ...
Um café veio perfumar
O espaço encantador...
Eu estava tão quieta
Disfarçando a minha dor
Em um "Amor sem medida"
Onde Drummond definiu a vida
Estava eu tão distraída
Que não vi o meu
Lindo amigo chegar...
Quando enfim eu percebi
Não pude deixar de sorrir
E...me perdi
Naquele lindo verde olhar.
Esses acasos tão planejados
Deixou-me uma dúvida no ar.
-Como me encontrou aqui?
Estava a me procurar?
Enfim...
Não precisa explicar
Sente-se aqui...
E vamos conversar...
Que bom que você veio!
Estou feliz por lhe encontrar.
Ficamos horas lendo, rindo...
Sentindo a leveza do ar.
Como um homem tão lindo
Em todos os sentidos
Pôde por mim se interessar?
Dá pra acreditar?
Que tarde maravilhosa!
Voltei para casa
Com a alma renovada
Com tanta leveza, simplicidade
Generosidade...tranquilidade...
Eu o chamo de amigo
Porque ainda...
Não consigo nomear
Eu não suportaria
Mais uma decepção...
Meu coração
Em carne viva...
Por isso vou devagar...
Decidida a esquecer
Quem só me fez sofrer
E me deixou escapar...
Sem ao menos me conhecer
Me fez desencantar ..
Quanto ego...
Quanta soberba...
Não faz o que prega...
Orgulho servido à mesa....
Agora... determinada
A superar...
Adoto o mesmo critério
Da distância e do silêncio
Que tanto me fez esperar
E chorar ..
E renasço qual Fênix
Buscando novos caminhos
Com capacidade
De me valorizar...
E você preso
No mesmo lugar....
Uma "verde" e tranquila tarde
Em uma livraria
Me fez em tudo repensar...
Vou recomeçar...
Ceiça Esch
Setembro26
BN Reg.
Ceiça Esch
Enviado por Ceiça Esch em 21/09/2026
Alterado em 21/09/2026
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