Até quanto... Até quando...?
Até quanto um coração suporta
Viver no recolhimento
E no tormento
Da ausência
Sufocar...
E perecer...
Lágrimas inundam o tempo
Que vai passando
E não espera ninguém
Se encontrar ...
Eu te queria..
A mim nada ofereceste
Só me tiraste a alegria
E me fizeste tão triste
Por que eu te esperaria ?
Até os meus poemas
Estão cada dia mais frios
Porque tu...
És gelo..
Geleira, iceberg...
Os meus poemas
Não querem mais te aquecer...
Até quando...
As palavras vão se debater ...
Eu não sei...
Elas se acotovelam
Desejando a um contexto pertencer...
Quando o Sol da minha vida clarear
E a minha Luz voltar a brilhar
A minha poesia te esquecerá ...
Estou quase lá...
E o até quanto...
E o até quando...
Serão obsoletos ...
Não buscarão mais respostas
Sairão da minha historia
E o pranto que ora rola
Não molhará mais a minha cama
E as perguntas sem respostas
Pesarão em sua consciência
E afogarão a sua alma...
E tu serás passado
Como uma pesada nuvem....
E do meu coração evaporado....
Ceiça Esch
Outubro26
Ceiça Esch
Enviado por Ceiça Esch em 07/10/2026
Alterado em 07/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.