Deserto...
Por um ano
Eu tentei fazer a semente
Da Amarela Rosa germinar
Plantei...
Reguei...
Iluminei...
Dei atenção ...
E todos os dias
Lhe dava bom dia
Para ver se a alegria
Fizesse germinar um coração
Mais feliz...
Ate música
Eu oferecia...
Cobri a semente
Da minha preferida flor,
De cuidados e muito amor...
Eu tentei..
Reguei...
Iluminei...
Alegrei...
Esperei que germinasse
E que o solo fosse fértil
Mas falhei...
Por um tempo
Vi até um pontinho
De " verdinho" brotar
Mas logo se escondeu
Sumiu...
Desapareceu...
O solo que vi fértil
Não passou de um árido deserto
E a semente ...
Eu plantei na ilusão
Da minha inspiração...
E de nada adiantou
Tanta dedicação
A semente se recusou
E do deserto a rejeição
Esperança seca no chão...
Solo infértil...
Inerte...
Impermeável ...
Não aceitou ser regado
Pois estava acostumado
Com a seca do seu íntimo sertão ...
Recolhi a semente
Ressecada
Pela rejeição
Estou cuidando dela
E logo a Rosa Amarela
Adubada por carinho
Do seu próprio coração
Achará o seu caminho
Surgirá linda e faceira
Iluminada pelo Sol
Do próximo verão...
E o deserto de tão árido
Perecerá ...
Seco e solitário
E de longe avistará
A Luz da Rosa Amarela
Em solo fértil germinar...
Deserto...
Poeira que o vento levou pra longe...
Mas não saiu do lugar.
Ceica Esch
Novembro26
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